Coordenadora Pedagógica da UCoB passa em Mestrado da UnB
[Brasília - DF] Eleni Wordell, coordenadora pedagógica da União Centro-Oeste Brasileira (UCOB), passou em 1° lugar no Mestrado da Universidade de Brasília (UnB).
Nos próximos 2 anos, ela se dedica ao estudo da “avaliação institucional e suas implicações na gestão da educação superior”. Os estudos são na área de Educação.
Graduada em Pedagogia é especialista em Coordenação Pedagógica. Trabalha há 26 anos da Rede Adventista tendo exercido as funções de: professora, diretora e coordenadora pedagógica.
“Se eu fui aprovada para o mestrado na UnB, só tem uma explicação: Isso aconteceu porque fazia parte do plano de Deus para mim”, afirma ela.
TESTEMUNHO PESSOAL
Vamos aos fatos: em fevereiro desse ano enviei quatro emails para professores da UnB, me oferecendo para ser aluna especial e futuramente fazer mestrado. Três professores me responderam, e optei pela primeira que retornou, professora Stella Maris Bortoni-Ricardo que já me aceitou como aluna especial, somente pelo email.
O segundo professor que me respondeu foi o professor José Vieira que pelos seus muitos compromissos só poderia me receber após uma entrevista comigo que deveria marcar dali há um mês. Respondi que marcaria e as aulas da UnB se iniciaram.
Gostei tanto das aulas com a professora Stella que acabei não agendando a entrevista com o professor Vieira. Estava decidida: faria mestrado com a professora Stella. Em junho ela nos informou que não abriria vaga para o mestrado nesse ano. Fiquei decepcionada, mas Deus já tinha tudo preparado: no final desse mês, enquanto decidia o que fazer, recebi um email do professor Vieira, perguntando se ainda tinha interesse em continuar a nossa conversa iniciada em fevereiro, pois ele abriria 2 vagas para o mestrado.
Marcamos uma entrevista e me apresentei. Fiquei sabendo do tema que deveria pesquisar: “avaliação institucional e políticas públicas em relação ao Ensino Superior”. Um tema que não tinha familiaridade referente a um nível de ensino que nunca havia trabalhado. Muito ético, pois participaria do processo de seleção, o professor Vieira só me sinalizou o número de vagas e o resto era comigo e meu Deus.
Orei a Deus e comecei a estudar, levantei o problema e escrevi o anteprojeto. A bibliografia era muito específica da área, parte dela muito difícil e sempre estudava com oração, pois eram temas que não dominava. Deus também me ajudou enviando pessoas maravilhosas para me ajudar a me capacitar na linguagem acadêmica desse tipo de gênero textual que não estava familiarizada.
Primeira surpresa foi quando recebi a nota do anteprojeto: 85. Em seguida veio a prova escrita, que para mim foi a pior de todas. Após passar a pressão do momento, quantas coisas lembrei que deveria ter colocado e não escrevi . No dia do resultado, demorei para entrar no site da UnB pois contava com a reprovação, que aconteceria se tirasse menos que 7,0.
Chorei de gratidão a Deus, quando vi a nota 94, a maior do meu eixo e a 6ª entre os 300 concorrentes da UnB, considerando os demais eixos.
A prova oral que achava que seria mais fácil me deixou a sensação de que poderia ser reprovada, pois não me encaixava no perfil que buscavam: alguém bem informado sobre políticas públicas e que já trabalhasse no ensino superior. Na entrevista isso ficou muito claro. Essa prova tem o maior peso e mesmo tendo a maior média entre os três candidatos, sabia que poderia ser desclassificada na fase final. Todos os concorrentes anteriores já haviam sido desclassificados nas etapas posteriores, agora só restavam 3 candidatos para 2 vagas.
Ao mesmo tempo pensava “por que o professor Vieira se lembrou de mim e me enviou um email me chamando novamente para a entrevista, 4 meses depois do primeiro contato, ainda por email, sem me conhecer?” Deus tem um plano para mim nessa área de estudo ou está me preparando para a seleção de mestrado de 2011, na área da professora Stella?
Dia 11 de dezembro o resultado saiu o resultado e entendi a vontade de Deus. Das duas vagas uma já estava planejada para ser minha, desde o início, pois isso fazia parte do plano de Deus para minha vida.
Agora posso dar um testemunho vivo, de que “o temor do Senhor é o princípio da sabedoria” e de que quando O colocamos em primeiro lugar em nossa vida Ele nos honra. Passei num tema que não tinha familiaridade, tendo somente experiência na rede privada, sem muito conhecimento de políticas públicas, sem nunca ter sido aluna da UnB e com 47 anos. Todos os itens anteriores me conduziam na direção da reprovação e Deus agiu nas minhas impossibilidades e me deu a vitória de ficar com a média mais alta de todos os 3 eixos daÁrea Políticas Públicas, para honra e glória do Seu nome.
DEUS NÃO FAZ NADA PELA METADE
Outro aspecto: não desmarquei nenhum compromisso que tinha com Deus por estar nesse processo de seleção. Continuei ensinando na Classe Bíblica e dirigindo os dois Pequenos Grupos, apesar de muitos falarem que deixasse tudo para me concentrar no estudo. Penso assim: “por que tenho que deixar de fazer as coisas para Deus só porque estou estudando ou fazendo mestrado?” A promessa de Deus não é: “buscai em primeiro lugar o Seu reino e a Sua Justiça e todas as coisas vos serão acrescentadas”.
credito que quando não abrimos mão de fazermos o trabalho missionário, em razão de nossos compromissos pessoais, Deus compensa nossa falta de tempo, dando sabedoria para aprendermos em menos tempo e assim as coisas se equilibram. Eu sinto isso na minha experiência pessoal e como gratidão a Deus não vou deixar de fazer o trabalho dEle, só porque entrei no mestrado e meu tempo será ainda mais escasso. Terei sim, mais um campo missionário para atuar, a UnB, pois Deus e eu somos parceiros há muito tempo!

Caroline Ferraz e Eleni Wordell |